4 Ago 2022

Aurélio Cardoso

O que o Rotas do Garimpo pensa sobre DAOs

Logo marca do Rotas do Garimpo, a logo representa uma bateia tecnologica azul ao lado do texto Rotas dos Garimpo

O empresário do setor de mineração, Ivan Pinheiro Jr, criador do projeto Rotas do Garimpo discorda de alguns artigos que vêm sendo publicados nas redes sócias sobre a centralização do blockchain e bitcoin, como está exposto no artigo Democracia na DAO alheia é refresco assinado pelo colunista do BlockNews, Carl Amorin.

Na visão de Ivan, a grande essência da blockchain e do bitcoin é a descentralização, se não for descentralizado, qualquer tipo de projeto que envolva blockchain, cripto ativo, ou tecnologias como stable coin e utility tokens, teoricamente não faz sentido. Para ser centralizado temos o mundo normal de ações de banco, fundos de investimentos e cotas de sociedade, que não precisaria se utilizar da blockchain.

Olhando de maneira generalizada, penso que o processo das criptomoedas e do blockchain precisa estar o máximo descentralizado. Onde a democracia, através da participação do projeto de forma igualitária e proporcional é o que mandaria no projeto.

Segundo o Carl Amorim, no artigo, todos os tokens e projetos devem ter o dedo da CVM para regulamentar. Não vejo problema na regulamentação, mas sim quando passam a normatizar com poder de veto. Voltaram a centralizar na CVM, com o Banco Central, no governo, tirando de novo da comunidade o direito deliberado de escolha de participar por que ninguém isenta o risco desses outros organismos. Se o banco quebrou, quem vai receber e de quem?

Não tem como ser o dono da verdade por que não é dono de verdade nenhuma. O que eles querem é ter o controle.

A crítica é que estamos falando de um processo descentralizado, porém, quem tem mais dinheiro é quem comprou mais tokens, consequentemente mais poder de decisão e acaba centralizando nessa pessoa sim e se for nesse contexto concordo. Estamos falando de pessoas que estão envolvidas no ecossistema e não de alguém de fora que não ajuda e vem só para atrapalhar, como é o caso do governo.

Precisa estar quem entra para o ecossistema é porque optou, e com ou sem recurso, foi uma livre escolha. Ali dentro existem algumas regras, mas é interna e nitidamente escritas e claras no smart contract, ou seja, pessoas que querem participar devem se informar sobre o projeto de todas maneiras possíveis.

O fato é que algumas pessoas não estão lá e ainda querem criar regulamentação externa, não contribui com nada. Quero deixar claro que sou contra.

Se você é membro do Rotas do Garimpo e possui moeda, você tem direito a opinar, mas sem estar na comunidade não.